Área/Módulo: Ciências Biológicas (Pôster)
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BRANQUEAMENTO DE CORAIS NOS RECIFES DO NORDESTE BRASILEIRO E SUA RELAÇÃO COM FATORES ABIÓTICOS - ANÁLISE REVISIONAL
MARIA EDUARDA LUIZ COELHO DE MIRANDA 1, LAYZA INGRED FERREIRA DE LIMA 1, GUSTAVO HENRIQUE AIRES ALBUQUERQUE 1, FERNANDA MARIA DUARTE DO AMARAL 1
1. UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco, 2. UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco, 3. UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco, 4. UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco
eduardamiranda_bio@outlook.com

O branqueamento pode ser causado pelo aquecimento global, aumento ou redução brusca da temperatura superficial da água do mar, aumento do fluxo de irradiação UV, alteração da salinidade e ação antrópica. Esse fenômeno leva à perda das microalgas chamadas zooxantelas que fazem simbiose com vários invertebrados, incluindo os corais. Essa perda ocasiona a redução da biomassa e da obtenção de carboidratos, diminuição da capacidade reprodutiva, das taxas de crescimento e calcificação, e mudança na composição das comunidades coralíneas em decorrência da morte de algumas espécies, causando assim um grande problema ao ecossistema marinho. Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre os estudos relacionados ao branqueamento de corais e suas relações com fatores de estresse associados à variação de temperatura e a perda de seus simbiontes nos ambientes recifais. Para o levantamento, optou-se pela busca de artigos científicos em periódicos nacionais e internacionais que abordem o assunto na faixa temporal entre 2003 e 2013. A análise foi realizada considerando a autoria, ano de publicação, tipo de pesquisa, área de conhecimento, localidade onde foi efetuada as análises e os resultados encontrados. A densidade das zooxantelas foi maior nas colônias coletadas em meses mais frios. Para que ocorra o branqueamento em massa e em escala global é necessário que a temperatura da água superficial do mar aumente apenas 1-2°C acima da média da máxima temperatura sazonal. Os corais escleractíneos Mussismilia hispida , Siderastrea spp. , Montastraea cavernosa , Agaricia agaricites , Porites astreoides , P. branneri , Madracis decactis , Favia gravida , F. leptophylla , Meandrina braziliensis e Scolymia wellsi foram às espécies mais afetadas, devido a maior proximidade da costa. O coral Siderastrea stellata pareceu portar uma menor densidade de zooxantelas no seu tecido, tal característica confere a esta espécie maior nível de resistência ao estresse térmico. Conclui-se que o aumento da temperatura da água associado às mudanças climáticas é um dos principais fatores causadores da expulsão das zooxantelas e/ou perda da coloração dos endossimbiontes principalmente nas regiões mais próximas à costa. A recuperação destes recifes, a longo prazo, dependerá do grau de aclimatação e/ou adaptação dos corais às novas temperaturas.Palavras-chaves:  Ambientes Recifais, Filo Cnidaria, Zooxantelas